Assine a Newsletter

Artigos

O Divulgador Esquecido

Postado 6 de maio de 2016 às 20:46   /   por   /   comments (0)

Quando recebemos carta do jornalista e escritor espírita carioca Celso Martins, denunciando abertamente editores que vêm tratando-o como “ultrapassado”, não ficamos surpresos. O trabalho literário do nosso querido estudioso e pesquisador do Espiritismo perdera mesmo espaço para os indigestos romances psicografados.
Um espaço que ele conquistou com méritos próprios, já que tem uma inesgotável fonte de inspiração e talento natural para escrever acerca de qualquer tema da atualidade.
Autor de quase 100 livros com os mais interessantes e variados temas, Martins tem algumas obras redigidas e revisadas que já deveriam estar no prelo para impressão, acabamento e distribuição.
Por ser considerado um autor “ultrapassado”, o escritor carioca experimenta uma intragável crise de valorização no mercado editorial espírita. Seus livros reeditados acabaram encalhados, abrindo espaço de venda para obras que Celso Martins avalia como “melodramáticas, produzidas através do animismo de médiuns pouco confiáveis”.
O esperantista e poeta sensível se diz “ferido na alma” com tamanha indiferença ao seu valioso trabalho literário. Não esperava tanta ingratidão dos editores que julgava seus amigos para sempre.
O que interessa aos executivos espíritas que lidam com o comércio de livros é o lucro, resultado natural da vendas de milhares de títulos que chamam a atenção e a curiosidade do leitor. O livro lançado tem que vender, no mínimo, 5 mil exemplares em três meses, dentro de uma programação comercial previamente elaborada pela editora responsável.
A segunda edição vai depender muito do sucesso da primeira. Caso contrário, o escritor é informado para escrever algo mais “interessante e comercialmente lucrativo”. O jornalista Celso Martins, com seus quase 100 livros publicados, deu muito lucro às editoras com as quais manteve parceira por longos anos.
E sem cobrar direitos autorais, já que era previamente combinado que seriam repassados para alguma obra assistencial mantida pelas editoras. Martins sempre trabalhou assim, acreditando que seria reconhecido e valorizado quando estivesse com maior capacidade intelectual de produzir novos títulos.
Ele não merece ser relegado ao esquecimento como estão fazendo. A sua vasta experiência como estudioso da Doutrina dos Espíritos é a melhor referência intelectual para mantê-lo produtivo e participativo dentro do movimento.
Mas se a questão é vender livros em quantidade, não importando se têm bom conteúdo informativo e doutrinário, achamos que Celso Martins faz bem em não enviar mais seu trabalho para ser publicado em editoras que perderam o senso de ambição e ética.

Comentários (0)

Escreva um comentário

Name E-mail Website Comentário