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Uma médium desorientada

medium
Postado 16 de março de 2016 às 15:27   /   por   /   comments (0)

CARMEM PAIVA DE BARROS
carmempensadora@gmail.com
João Pessoa – PB

Uma senhora estava à procura de um Centro Espírita no bairro onde moro. Bateu palmas e fui atendê-la. Interessei-me pelo motivo de sua busca e pedi-lhe para entrar e sentar. Ela agradeceu a gentileza e começou a falar sem que eu lhe interrompesse durante uma hora e meia.
Identificou-se logo como uma médium necessitada de tratamento e trabalho em mesa mediúnica. Passara por um casamento cheio de problemas. Estava no segundo consórcio matrimonial. Viajara pelo Brasil a fora em busca de informações sobre a sua mediunidade “missionária”.
Frequentou Igreja Católica e Evangélica. Não se adaptou às suas liturgias. Tentou terreiros de Candomblé e Umbanda. Não se lembrava do nome do “santo” ou “orixá” de quem era “filha”. Agora queria conhecer o Espiritismo e integrar-se às suas atividades.
Repetia que era “médium de mesa” sem, contudo, justificar o seu anseio por essa atividade. Nunca leu nenhuma das obras básicas kardequianas. Sequer sabia quem era o médium de cura que a convidara para ir até o Centro Espírita daquele bairro.
Demonstrava sinais característicos de perturbação psicológica e espiritual. No entanto, tinha certeza que o médium e dirigente do Centro Espírita iria curá-la definitivamente. Ele havia prometido essa cura para ela.
Dei-me conta do tempo que passara rápido quando a esposa gritou lá do quintal: “Beeem… O feijão está queimando!”
A senhora lamentou o ocorrido e se despediu sem entender porque eu não trabalhava mais no Centro Espírita do bairro, já que, segundo ela, era portador de “uma mediunidade maravilhosa”.

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