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Para onde vamos depois de mortos?

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Postado 16 de março de 2016 às 15:28   /   por   /   comments (0)

CARLOS ANTÔNIO DE BARROS
jornalista1938fenaj@gmail.com
João Pessoa – PB

Dizer que vamos todos para o tenebroso “umbral” não é a informação mais correta, segundo o que estamos estudando em O LIVRO DOS ESPÍRITOS, Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita, pág. 20, na 43ª edição publicada pelo Instituto de Difusão Espírita, de Araras, SP.
São palavras de Allan Kardec: “Os não encarnados ou errantes (espíritos), não ocupam uma região determinada e circunscrita; estão por toda a parte no espaço e ao nosso lado, vendo-nos e acotovelando-nos, de contínuo. É toda uma população invisível, a mover-se em torno de nós”.
Logo, a nosso ver, esse lugar denominado “umbral” não existe. Cometemos um grande equívoco quando repetimos o clichê doutrinário religioso de que todos vamos para o “umbral” e, depois de algum sofrimento, somos resgatados para tratamento em Nosso Lar ou numa colônia espiritual qualquer.
O que os espíritos deixaram claro para Kardec é que quase sempre os desencarnados continuam “vivendo” a vida dos “vivos” porque ainda se julgam presos ao corpo físico, materializado em seu psiquismo perispiritual.
E pelo apego às coisas materiais, ao orgulho e ao egoísmo, vão manter-se atrelados a familiares, amigos, inimigos, trabalho; comendo, bebendo, mantendo relações sexuais (vampirismo) e perturbando meio mundo de gente onde quer que estejam.
Os espíritos fazem suas moradas de luz ou treva conforme a sua natureza moral e suas preferências. Será feliz ou infeliz segundo seus pendores para o bem ou para o mal.
Portanto, precisamos ter cuidado quando informarmos aos outros que todo mundo vai para o “umbral” e depois será recolhido para um lugar maravilhoso de estudo, trabalho, paz, musicalidade e educação superiores. Não vai, não!
Mesmo que seja espírita, evangélico, católico, maçom ou umbandista, todos passaremos pela peneira de nossas tendências, sejam boas ou más. A nossa consciência será o juiz incorruptível de nossas ações quando desencarnados (mortos fisicamente).
Acabaremos no lugar que nos atrai psiquicamente. Viveremos “errantes” pelo tempo que não valorizarmos o bem pelo bem, quando recebido de quem ainda se lembra de nós através de uma prece misericordiosa.

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