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A VOZ DO PRESIDIÁRIO

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Postado 12 de novembro de 2015 às 14:16   /   por   /   comments (0)

Saúde em Presídios

Com a terceira maior população carcerária do país, atrás de São Paulo e Minais Gerais, o Rio de Janeiro aparece em último lugar no ranking sobre acesso ao sistema de saúde pelos detentos, direito garantido em lei.
Segundo o Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (INFOPEN), divulgado pelo Ministério da Justiça, apenas 1% dos presos do Estado se encontra em unidades com módulos de saúde, o índice mais baixo do Brasil.
O estudo aponta ainda que nenhum dos 50 presídios conta com médicos, psicólogos e assistentes sociais, o que configura também a pior situação do país.
Dentro da pouca atenção dada à saúde nas prisões, ainda existem falhas. Uma das quatro unidades que compõem o sistema, o Hospital Dr. Agostinho Vieira de Castro, no Complexo Penitenciário de Gericinó, tem sérios problemas de funcionamento, de acordo com a Justiça. Uma decisão do mês passado determina que o governo estadual cumpra medidas estabelecidas pela Vigilância Sanitária, sob pena de multa de R$ 300 mil. Segundo a Defensoria Pública, responsável pela ação, um detento contraiu tuberculose e perdeu um pulmão após tratamento no hospital, por causa das condições de insalubridade, infiltrações e lacraias também foram vistas na unidade.
Para a Defensora Pública, Roberta Fraenkel, a deficiência no atendimento de saúde é apenas um dos problemas: o fornecimento de água é ruim e a comida é servida em quantidade insuficiente por causa da superpopulação.
As salas de aula são insuficientes para todos, há presos que querem estudar, mas não encontram vagas.
Em nota, a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (SEAP) contestou os números apresentados e informou que vai apurar a origem das informações enviadas ao Ministério da Justiça.

Fonte: jornal O Globo

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